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Sacerdócio Político, Governo do Justo e o desafio do compromisso de transformação da nação brasileira – PARTE I

Eu quero compartilhar com você um sonho. Um sonho que não é somente meu, mas de todos nós: o sonho de um Brasil melhor.  E, ninguém melhor do que eu e você que temos dignidade, que respeitamos a vida, para refletirmos com responsabilidade e temor sobre esse assunto.

Um Brasil melhor requererá uma transformação em diversos segmentos da nossa sociedade. Eu e você, quer como cidadãos comuns, quer como líderes na Igreja, ou como guias espirituais, responsáveis pela condução de tão numeroso povo, não poderemos nos eximir da nossa parcela de contribuição e responsabilidade social que ora bate às nossas portas nos conclamando para uma intervenção verdadeiramente eficaz na condução dos destinos do nosso Brasil.

O nosso sacerdócio é para Deus e para o povo, então, o nosso sacerdócio já tem contribuído significativamente para a melhoria de qualidade de vida da sociedade de modo geral. Então, o que precisamos fazer para que essa transformação aconteça? Constituirmos um sacerdócio político que vai cooperar para termos políticas públicas melhores para abençoar o povo, cooperando com aquilo que já fazemos como guias espirituais.

Esse sonho, esse ideal, nós convencionamos chamar de Governo do Justo.
Você pode até me perguntar: o quanto eu posso confiar nisso?

E eu respondo por que eu e você podemos confiar que chegaremos a essa realidade maravilhosa e abençoadora do Governo do Justo: porque você e eu confiamos em Deus, porque nós cremos em Deus e não abrimos mão da nossa confiança em Deus para a terceirizarmos a ninguém. Também nós trilhamos os caminhos de Deus e sonhamos os sonhos de Deus. Portanto, nisso, somos iguais.

Daí você pode me perguntar: mas Deus tem sonhos políticos? Tem sim. Por isso, eu quero citar 2 Samuel 23:1-4. Esse texto fala de um momento espetacular da vida do salmista, do profeta e rei Davi. Quando ele está indo para a eternidade, quando Deus o está chamando para tomá-lo para Si, o Espírito da profecia o toma de uma maneira especial com esse rhema maravilhoso da palavra de Deus.

“São estas as últimas palavras de Davi: Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel. O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de Deus, será como a luz da manhã ao sair do sol, da manhã sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da terra”. (2 Samuel 23.1- 4)

Ao citar este texto, quero ressaltar o caráter profético da afirmação de Davi, o “homem segundo o coração de Deus”, “o ungido do Deus de Jacó”, quando diz: “O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio e a sua palavra está na minha língua”. Podemos afirmar que não se trata de palavras insensatas de um homem senil, mas de um profeta plenamente consciente de que o Espírito de Deus é quem está falando por seu intermédio.

Então, esta palavra assume o caráter profético cujo cumprimento aponta para o Messias Jesus. Mas quando Jesus veio – o Justo que pisou na Terra, Ele veio com alguns objetivos: 1) estabelecer um modelo justo de pessoa a partir dEle; 2) multiplicar esse modelo justo de pessoa justa a partir do momento que Ele entra na vida de cada pessoa. Você é alguém assim. Jesus veio e deu a sua vida por mim e por você. Eu e você somos justificados pela fé que exercemos nEle. Logo, nós somos justos aptos para o exercício do Governo do Justo.

Nós não teremos um outro modelo político, um outro modelo de pessoa, um outro modelo de realidade de influência para a formação de uma sociedade, senão o modelo desse líder espiritual, político e familiar. Essa referencia mundial que é a pessoa de Jesus Cristo de Nazaré.

Queremos estabelecer um governo político fundamentado em um sacerdócio político formado por pessoas que se inspiram na pessoa de Jesus. Imaginem que na nossa sociedade ainda há pessoas que manifestam em seus ideais resquícios de líderes tão negativos como Hitler, por mais absurdo que isso possa parecer. Isso, sem contar nos inúmeros defensores do que toscamente sobrou da “falida” ideologia comunista/socialista de Karl Marx que é radicalmente contra a família, contra a prosperidade e o direito de herança, defendidos por Calvino e explicitado na obra de Max Weber, A ética protestante e o espírito do capitalismo. E mesmo assim, ainda é defendida nos rincões das universidades brasileiras. E muitos guias espirituais, sem a devida averiguação do impacto de suas declarações, fazem coro com os discursos marxistas.

Ainda nas Universidades, os currículos dos cursos de ciência política se baseiam nos escritos de Nicolau Maquiavel em sua obra O Príncipe, na qual se percebe um “amoralismo irresponsável” que propugnou a máxima de que “os meios são justificados pelos fins”. Também essa obra assumiu uma postura pedagógica de resgate ao culto da excelência do homem que, segundo Maquiavel, esteve submergido durante a Idade Média no símbolo de Adão, manchado pelo pecado, e o redime, pelo humanismo secular, não havendo mais a necessidade, estranhamente, de um Redentor. Ainda na referida obra, Maquiavel faz pouco caso do líder Moisés sendo guiado por Deus juntamente com cerca 2,5 milhões de pessoas através do deserto e pelo mar Vermelho, quando cita que “… o mar se abriu, uma nuvem mostrou o caminho a seguir, nasceu água da pedra, choveu maná” como sinais estranhos. Tais situações que ainda têm influenciado o pensamento moderno geraram essa sociedade caótica desprovida de referenciais que nós vemos hoje.

Pasmem que o eixo principal da formação de uma sociedade que é a educação está sendo financiada pelos nossos tributos para ensinar evolucionismo, humanismo e marxismo, resultando num cidadão ateu que em última análise será o responsável por dar continuidade à estrutura social em que vivemos. Você já pensou no risco de uma sociedade atéia formada na nossa cara pelas escolas que escolhemos para os nossos filhos, financiadas pelos impostos que você e eu pagamos, por consequência de um currículo escolar que não escolhemos, mas que foi escolhido pelos políticos que nós elegemos para nos representar cuja ideologia nos era desconhecida? Quer você queira ou não você é responsável por isso. Seu voto os elegeram.

Queremos um modelo, o modelo de Jesus Cristo de Nazaré. E ninguém melhor do que eu e você para estabelecermos um governo político a partir de um sacerdócio político. Nós podemos. Primeiro, porque Deus quer, como vimos na profecia de Davi em 2 Samuel 23:1-4; segundo, porque nós estamos decidindo honrar a nossa sociedade a partir do que nós cremos. Honrar a nossa sociedade por princípios que nós amamos. Por isso, sonhamos com líderes sobre nós que honrem a Deus, que honrem a família e que sonhem com prosperidade. Não somente com prosperidade pessoal, como alguém que faz uso do bem público para ficar muito bem, mas com uma sociedade próspera.

Portanto, falar do Governo do Justo é falar dessa inquietação em meu interior, em meu ser, quando da meditação acerca desta revelação da Palavra dentro de mim. É falar dos anos que se seguiram até que um número cada vez maior de pessoas despertadas pelo Espírito Santo ousou sonhar junto comigo este sonho. É crer que esse sonho, que ganhou corpo a partir de um pequeno grupo de discípulos, uma equipe técnica e multidisciplinar, em Manaus, que decidiu investir tempo em exauridas reuniões fechadas para pensarmos o que viria a se tornar a Associação Governo do Justo, sempre mentoreados pelos Apóstolos Renê e Ana Marita Terra Nova.

Continua..

(Fonte: Retirado do site do MIR, página Política)

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One Response to "Sacerdócio Político, Governo do Justo e o desafio do compromisso de transformação da nação brasileira – PARTE I"

  1. “…ideologia comunista/socialista de Karl Marx que é radicalmente contra a família, contra a prosperidade e o direito de herança,…”

    Curiosamente, esses eram os mesmos argumentos que os intelectuais da DITADURA usavam para reprimir (quando não podiam torturar) os militantes de esquerda durante a ditadura.

    Renê Terra Nova falando em Governo do JUSTO, com Marina Silva fazendo alianças com o DEMOcratras, o PSDB?
    E a situação de Gabeira, será que ele terá espaço nesse Governo de Justos evangélicos?

    Esse é um Governo DO JUSTO ou mais uma tentantiva de RENÊ TERRA NOVA de criar palanque eleitoral para a DIREITA?

    E Garotinho, como fica o antigo candidato do PATRIARCA RENÊ? Deixou de ser candidato JUSTO pq está apoiando a DILMA?

    Renê Terra Nova é uma benção NA VISÃO CELULAR, mas qndo se aventura a falar de política e da sociedade brasileira, é piegas.

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